Dois.
Decisões, decisões e mais decisões.
Tomá-las sozinha seria efetivamente muito mais fácil.
Encontrar emprego nesta área é realmente muito mais difícil do que alguma vez imaginei. Vêm-me as palavras do meu pai à cabeça antes de entrar na faculdade. "Nem penses que te vou pagar um curso para ficares no desemprego!" dizia ele. E não é que ele agora não ande de peito cheio de orgulho por ser quem sou, mas porra, fico a pensar que talvez ele tinha a sua razão...
Sou demasiado chegada à minha família, e ela a mim. Ter vindo para cá foi ótimo. Estar com eles, com os quais já não estava com tanta frequência há 4 anos tem sido maravilhoso. No entanto, com o desespero que se tem acumulado nos últimos tempos pela procura de emprego tenho tido em conta outras oportunidades, outras cidades e quiçá outros países. Porém, esta ideia não agrada nada ao meu pai, que prefere que eu fique cá a trabalhar por menos do salário mínimo (sim, já tive propostas destas...), do que voltar a sair de casa.
As vontades de sair de casa são poucas, mas o meu trabalho é o meu sonho, e cada vez que vejo colegas meus a serem bem sucedidos cai-me uma lágrima de emoção e penso "Bolas, também deveria de estar a fazer aquilo!" Ainda hoje fui ao hospital e só me apetecia "pôr as mãos na massa".
No entanto e como disse no início, tomar a decisão por mim mesmo seria muito mais fácil. Mas ter que tomar esta decisão com e pelo meu namorado é muito mais difícil. Ok, ele diz que vai para onde eu for e tudo mais, mas quando o assunto é emigrar ele não está para aí virado. Ir para a capital também não é opção para ele, muito menos o sul do país. Tudo onde existem mil e uma oportunidades para mim. Terei eu que ser egoísta? Eu NÃO quero uma relação à distância.
Não quero até porque sou demasiado cética quanto a esse assunto. Tenho demasiadas dificuldades em confiar e mim própria, o que me leva a estar sempre de pé atrás com as outras pessoas, por mais que goste delas. E estar longe da pessoa que amo por tempo indeterminado não iria dar resultado para mim.
Ufa, o que é que eu hei-de fazer?
Decisões, decisões e mais decisões... bolas!
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